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Primeiro Encontro
A morte inesperada de um Paulo de 16 anos e de uma Mónica de 18, ambos
tragicamente desaparecidos em Março e Julho de 1992, foi o motivo do encontro das mães destes dois jovens, em 15 de Março de 1993, dia em que fazia um ano que o Paulo tinha morrido.
Foi mágico o que aconteceu nesse encontro. Ambas precisavam desesperadamente de falar dos seus filhos e não tinham com quem.
Choraram a sua saudade, a sua dor, o seu desespero e esperanças. Deram-se as mãos e sem saberem como, ajudaram-se.
Que
dor sem nome!
Que suprema
injustiça!
Que
isolamento face àqueles que não conhecem semelhante prova!
Que
revolta!
Que falta de
coragem!
Que
FAZER?
Dar um sentido àquilo que parece não fazer qualquer sentido:
A morte prematura de um jovem!
A este primeiro encontro, que foi preparado pelo Dr. João Sennfelt, responsável pela saúde mental do Concelho de Sintra, muitos outros se seguiram. Este médico passou palavra aos seus colegas; a mãe contou a outras mães que encontrava no cemitério, no centro de saúde, etc. e o nosso telefone particular não parou mais de tocar. Tivemos que pedir um telefone só para este atendimento. Foi o primeiro telefone de “A Nossa Âncora”.
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