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"Quando
alguém de quem eu gosto (...) desaparece do 'ângulo de
visão' com que o observava e da 'esfera de contacto' que
me permitia tocar-lhe, quando deixo de escutar a sua voz e
contar com a sua presença, é que eu verdadeiramente me
apercebo do vazio arrasador que fica, do silêncio que me
queima, das lágrimas que se soltam na solidão que me
invade, da memória que rasga o espaço dorido da mente
incomodada, da tristeza sombria que parece arrebatar-me a
alma, da insignificância das nossas impertinências e
discussões, do quanto o aprecio e do muito que ficou por
lhe dizer, ou por fazer... só então eu consigo intimamente
compreender o que esse ser humano significava para mim e,
eventualmente, o quanto eu realmente o amo!"
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